As doenças mais comuns nos primeiros anos de vida da criança - parte 1


Quem tem filho pequeno sabe que, a cada três meses no máximo, o pequeno aparece com alguma doencinha. Na maioria das vezes, os casos estão ligados às doenças respiratórias causadas por vírus. No entanto, vários outros problemas típicos da infância lotam os consultórios e ambulatórios pediátricos. E a melhor arma para lutar contra eles é munir-se de informações e aprender quanto à prevenção, aos sintomas e aos tratamentos.


Otite

Infecção do ouvido, provocada por bactérias ou vírus, geralmente precedida pela gripe. É mais comum entre os 6 e 11 meses.

Sintomas: Febre, irritabilidade, choro intenso e contínuo, secreção nasal e falta de apetite. Pode haver diarréia e vômitos.

Tratamento: O médico prescreve analgésicos e anti-térmicos. Em alguns casos, antibióticos e até lavagem interna do ouvido também.

Prevenção: Manter a amamentação exclusiva até os seis meses, pois os casos aumentam em crianças desmamadas precocemente. Evite também alimentar a criança deitada. Em vez de descer pelo esôfago, o leite pode ficar parado na garganta e chegar ao ouvido médio. Como a anatomia do ouvido do bebê ainda é imatura, isso pode levar a crises repetidas.


Conjuntivite

Inflamação da membrana fina e transparente que recobre a maior parte da superfície do olho, a conjuntiva. É causada por bactérias, vírus, alergias ou reações químicas. Apesar de simples, a doença pode danificar a córnea se não for tratada.

Sintomas: Olhos vermelhos, lacrimejantes, com muita secreção - que chega a deixar as pálpebras grudadas. As crianças maiores coçam os olhos e reclamam de ter a sensação como se houvesse areia dentro deles.

Tratamento: Os especialistas prescrevem limpeza com soro fisiológico várias vezes ao dia. A doença costuma desaparecer depois de quatro dias. Colírios só devem ser usados com prescrição médica.

Prevenção: Como a doença é altamente contagiosa, deve-se evitar contato com pessoas contaminadas.


Vulvovaginite

Inflamação da vagina geralmente causada por micróbios presentes nas fezes, ou ainda transpiração excessiva e contato com terra ou areia contaminadas.

Sintomas: Corrimento amarelado, às vezes com mau cheiro, sujando a calcinha ou fralda. Manifesta-se apenas com coceira, manipulação frequente da genitália, vermelhidão ou dor local.

Tratamento: Banhos de assento com anti-sépticos diluídos na água.

Prevenção: Limpeza adequada. As meninas maiores devem ser ensinadas a se limpar corretamente após as evacuações, da frente para trás, para não trazer restos de fezes do ânus para a vagina. Depois de urinar, é preciso enxugar-se. Calcinhas de material sintético devem ser evitadas, assim como o contato prolongado com maiôs ou biquínis molhados.




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