As doenças mais comuns nos primeiros anos de vida da criança - parte 2

Atualizado: Jun 28


Balanopostite

Inflamação do prepúcio e glande (pele e cabeça do pênis). Acomete os meninos geralmente por origem bacteriana e pode levar a infecção urinária.

Sintomas: Vermelhidão, inchaço, coceira, descamação, mau cheiro e, às vezes, com presença de secreção purulenta.

Tratamento: Depende da causa e da severidade da doença. Geralmente são aplicadas pomadas antibióticas no local. Mas pode ser necessária a indicação de medicamentos sedativos tópicos. Quando é muito recorrente, o médico sugere a circuncisão para retirada do prepúcio.

Prevenção: Manter a glande e o prepúcio sempre limpos e secos. Antes de urinar, o prepúcio deve ser retraído e, no final, enxugado com papel higiênico para evitar acúmulo de urina na região.


Infecção urinária

É a presença de bactérias no trato urinário. A doença é duas vezes mais comum nas meninas do que nos meninos. Isso porque sua uretra, apesar de menor, facilita a entrada dos microorganismos. Se a infecção chegar à bexiga, traz a cistite. Caso as bactérias passem pelos ureteres e alcancem os rins, uma pielonefrite (infecção renal grave) pode se instalar.

Sintomas: Crianças muito pequenas não apresentam sinais característicos, como a dor lombar. O mais comum é apresentar febre, irritabilidade e falta de apetite. Já as maiores têm irritação na bexiga, dor abdominal e necessidade de urinar a todo instante com ou sem dor e em pequena quantidade. Podem reclamar também de dor nas costas e não conseguir segurar o xixi, muitas vezes escuro e mal cheiro.

Tratamento: Depois de realizar exame de urina ou ultrassonografia, o médico normalmente prescreve antibiótico.

Prevenção: É preciso oferecer água para a criança, inclusive às maiores que, envolvidas em brincadeiras, esquecem de bebê-la.


Febre

Quando a temperatura das crianças começa a aumentar, a gente se preocupa mesmo. Mas a febre é um sinal de que o corpo está lutando contra aquilo que está deixando ele doente. Na verdade, pode ser benéfico, por acelerar o sistema imunológico e criar um ambiente que a doença não consegue prosperar.

Quando se preocupar com a febre: Se concentre em como seu filho está se sentindo e não ao número que está no termômetro.

“Você não tem que se livrar da febre do seu filho se ele está brincalhão, comendo bem, e agindo bem”.

Não deixe ele com fome se estiver com febre: Crianças com febre podem ter menos fome do que o normal, mas quando eles quiserem comer, ofereça uma dieta saudável e bem equilibrada. Crianças nutridas podem ser mais capazes de combater infecções.

Mantenha ele hidratado: Os suores da febre podem desidratar uma criança. Então, ofereça muita água (ou, para vômitos e diarréia, uma bebida eletrolítica).

Não deixe seu filho pouco coberto e nem descoberto: Quando uma criança desenvolve uma febre, é natural que ela queira se vestir com roupas que esquentem mais, e ela precisa esfriar o corpo.

Considere usar compressas de água: Se o seu filho estiver vomitando e incapaz de manter o remédio no estômago, encha uma banheira com um pouco de água morna e use um pano para driblar a febre. Passe o pano pelo tronco, braços e pernas para ajudar a diminuir sua temperatura central.

Quantos anos tem seu filho? Geralmente, quanto mais jovem ele é, mais preocupante é uma febre. Ligue para o médico se o seu bebê recém-nascido de até 3 meses estiver com uma febre de 38º C ou superior; caso tenha de 3 a 6 meses de idade, com uma temperatura de 38,8º C ou superior e se o seu filho de 6 meses tiver uma febre de 39,4ºC ou superior.

Há quanto tempo ele está com febre? Para um bebê de 3 a 12 meses, ligue para o médico se houver febre de 38ºC ou superior e que dure mais de 24 horas. Para crianças entre 1 e 2 anos, se a febre durar dois ou mais dias sem melhora e para crianças mais velhas que 2 anos, se ela não melhorar depois de três dias.

Existem outros sintomas? Ligue caso você note certos sinais que sugerem uma doença que requer mais tratamento, como garganta inflamada, uma infecção no ouvido, ou uma infecção do trato urinário. Estes incluem: vômito e/ou diarreia repetidos; severa dor de ouvido, dor de cabeça, e/ou dor de garganta; torcicolo, apatia, dificuldade para respirar, erupção cutânea sem explicação, sinais de desidratação (fraldas menos molhadas, diminuição ou sem lágrimas).

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