Prevenção dos traumas mamilares


Conhecer as causas:

  • Mau posicionamento e pega incorreta;

  • Uso inadequado de bombas esvaziadoras;

  • Colocação do dedo da mãe na aréola;

  • Uso de cremes, óleos e sabonetes;

  • Técnica incorreta de retirar do peito;

  • Amamentação com aréola distendida e endurecida;

  • Malformações mamilares;

  • Freio lingual curto;

  • Monilíase.


Principais intercorrências

Mamilos doloridos: Após a descida do leite, durante a sucção, os mamilos tornam-se sensíveis, planos e distendidos, dificultando a pega do bebê.

Bolhas mamilares: São traumas mamilares quase imperceptíveis que se instalam quando o bebê suga a ponta do mamilo numa pega incorreta.

Fissuras mamilares: São traumas com ruptura do tecido, uni ou bilateral, com forma e localização variadas, sendo a principal causa de desmame precoce.

Monilíase mamilar: Infecção fúngica dos mamilos que ocorre por contaminação da mãe portadora de candidíase (Candida Albicans) ou do bebê que adquiriu no canal do parto monilíase oral (“sapinho”).

Ingurgitamento mamário: Quando o leite não é retirado em quantidade suficiente leva a estase do fluxo lácteo ocasionando o ingurgitamento mamário.

Mastite: A mastite lactacional ou puerperal é uma mastopatia inflamatória aguda, de origem infecciosa, causada por estase láctea em um ducto, ocasionando a proliferação de bactérias no tecido mamário.

Abscesso Mamário: É um processo infeccioso agudo que se instala no curso da mastite não tratada, podendo ser único ou múltiplo na mesma mama. Quando não há intervenção precoce pode evoluir com necrose do tecido mamário, necessitando cirurgia plástica reparadora.



Assistência aos traumas mamilares

  • Inicialmente esvaziar a aréola;

  • Correção da posição de sucção e orientação sobre boa pega;

  • Iniciar a mamada na mama com menos dor;

  • Deixar gotas de leite nos mamilos após as mamadas;

  • Exposição das mamas ao ar e sol;

  • Não usar produtos químicos e sabonetes nos mamilos;

  • Novas possibilidades para cicatrização: infusão de hortelã, lanolina pura e a laserterapia;

  • Tratamento da monilíase.




Tratamento geral das intercorrências locais precoces

  • Manter o aleitamento exclusivo sob livre demanda: iniciar a amamentação na primeira hora após o nascimento, estimulando a permanência em alojamento conjunto.

  • Ajudar a mãe a estabelecer boa pega e posição adequada do bebê: faz a dor mamária desaparecer e a sucção torna-se confortável para a mãe.

  • Intervenção e tratamento precoces: oferecer ajuda imediata à mãe logo às primeiras queixas de dor mamária evita complicações.

  • Ordenhar e massagear as mamas: capacitar as mães para que elas próprias realizem esses procedimentos, nos intervalos das mamadas para evitar estase láctea.

  • Sugerir à mãe expor os mamilos ao ar e ao sol por 10 a 15 minutos ao dia: esta prática pode facilitar a cicatrização de fissuras e monilíase mamilares, a pesar de seus benefícios serem questionáveis.

  • Usar compressas frias ou quentes: aplicar compressa fria no intervalo das mamadas pode diminuir a dor e o edema; a compressa quente antes de amamentar, estimula o reflexo da ocitocina favorecendo o afluxo do leite. Atualmente esta prática não é recomendada, principalmente se a mãe realiza em domicílio, pois movida pelo desespero da dor, tende a exagerar na temperatura (muito quente ou muito gelada), podendo ocasionar queimaduras.

  • Evitar lavar os mamilos várias vezes ao dia: a lavagem excessiva com sabões resseca a pele mamilar. Orientar a mãe a espalhar o próprio leite ordenhado para hidratar e lubrificar a aréola.

  • Evitar o uso de protetores mamilares: além de confundir a pega, diminuem a ventilação.

  • Aconselhar não usar cremes, loções e pomadas “ditas cicatrizantes : podem irritar a pele e diminuir a ventilação; as fissuras são agravadas quando a mãe tenta retirar estes produtos. Não há evidências de que sejam úteis.

  • Orientar como retirar o bebê do peito antes do término da mamada: puxar bruscamente o bebê do peito pode traumatizar o mamilo quando a mãe necessita interromper a mamada ou o bebê dorme ao seio. Demonstre como proceder: interpor o dedo mínimo por entre os maxilares no canto da boca da criança para desfazer a pressão.

  • Iniciar a mamada pelo peito sadio ou menos dolorido: este recurso pode ajudar se a dor inibe o reflexo da ocitocina; oferecer a mama sadia e após a ejeção do leite passar para a mama afetada.

  • Amamentar o bebê em diferentes posições: segurar o bebê variando a posição pode ser útil principalmente em caso de fissuras: amamentar deitada, e passar o corpo do bebê por baixo do braço. Mudar as posições numa mesma mamada ajuda a esvaziar todos os lóbulos.

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